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Líbia: o lado criminoso do imperialismo

Por Bill Van Auken
31 de agosto de 2011

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O ataque da Otan sobre a Líbia, uma guerra imperialista criminosa desde seu início há cinco meses, desceu ao nível de um mero treinamento de assassinato no qual agentes das forças especiais e de inteligência caçam o líder Muammar Gaddafi.

Desde o começo, os objetivos centrais dessa guerra são a tomada de controle das reservas de petróleo da Líbia, as maiores do continente africano, e levar adiante uma demonstração de força imperialista como um meio de suprimir e desviar os movimentos de massas que apenas alguns meses antes haviam derrubado os regimes apoiados pelos EUA e Otan de Mubarak, no Egito, e de Bem Ali na Tunísia.

A "Operação Protetor Unificado", como a Otan nomeou seu massacre militar, poderia ser melhor descrita pelo nome "Operação Estupro Coletivo Imperialista". EUA, Grã-Bretanha, França e Itália, cada atrás de seus próprios interesses na Líbia e na região, conseguiram se unir pelo objetivo comum de uma "mudança de regime".

Para atingir esse objetivo, os aviões da Otan realizaram mais de 20000 combates militares destruindo escolas, hospitais e casas e massacrando inúmeros soldados líbios, muitos deles jovens recrutas.

Rindo dos pontos da resolução da ONU que autorizava o uso de "todos os meios necessários" para proteger civis, as potências da Otan, incluindo os EUA, a França e a Grã-Bretanha, enviaram tropas das forças especiais, empreiteiros militares mercenários e agentes da inteligência para armar, organizar e dirigir os ditos "rebeldes", cuja função principal era a de atrair forças do governo líbio para que elas pudessem ser aniquiladas por meio de ataques aéreos.

A pretensão de essa ser uma guerra para proteger civis revela-se agora uma obscenidade moral, com a contagem de mortos só em Tripoli subindo aos milhares, e as bombas e mísseis da Otan continuando a cair em áreas densamente povoadas.

É preciso retomar os anos 1930, quando, como hoje, o capitalismo mundial estava preso por uma crise econômica desesperadora ainda a encontrar paralelos. Na época, a humanidade estava impressionada pela agressão selvagem desencadeada pela invasão da Etiópia pela Itália, a ajuda de Hitler aos sudetos na partilha da Tchecoslováquia e o despacho da Legião Condor para bombardear a Espanha em nome da insurgência fascista de Franco.

Naquela época, esses atos de agressão violenta eram vistos como parte da queda do capitalismo à barbárie. Agora na Líbia, atos como esses são colocados como o florescimento do "humanismo" e da "democracia".

Durante aquele época, o president norte-americano Franklin Delano Roosevelt apelou à sensibilidade democrática do povo americano - ao mesmo tempo que, sem sombra de dúvida, posicionava os EUA na direção de seus objetivos imperialistas - pedindo uma "quarentena" de agressão fascista.

Declarou ele em 1937: "Sem uma declaração de guerra e sem aviso ou justificativa de qualquer tipo, civis, incluindo grande número de mulheres e crianças, estão sendo brutalmente assassinados com bombas vindas do céu [...] Nações estão fomentando e tomando partido em uma guerra civil contra outras nações que nunca haviam lhe causado qualquer mal. Nações que buscam liberdade para si próprias e a negam a outras. Povos inocentes, nações inocentes estão sendo cruelmente sacrificadas por uma ambição de poder e supremacia desprovida de qualquer senso de justiça e consideração humanitária".

Aquelas palavras de três quartos de século atrás soam como uma acusação ao governo Obama e aos governos de Cameron, Sarkozy e Berlusconi.

Os julgamentos de Nuremberg após a Segunda Guerra Mundial determinaram a guerra de agressão como "crime internacional supremo, diferindo dos outros crimes de guerra somente pelo fato de que contém em si mesmo o mal acumulado do todo".

Esta concepção foi incorporada pelas Nações Unidas, que vetaram "a ameaça de uso de força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado-membro".Yet today within the political establishment there is virtually no criticism of the aggressive war carried out by the NATO allies. The scoundrels of the media have fully integrated themselves into the imperialist war machine, literally stepping over corpses and concealing the camera-shy Western dogs of war to better fashion their propaganda about "revolution" and "liberation" in Libya.

?Mas hoje, dentro do status quo político não há, virtualmente, qualquer crítica à ofensiva realizada pelos aliados da OTAN. Os abutres da mídia se integraram plenamente à máquina de guerra imperialista, literalmente pisando nos corpos amontoados e escondendo os cães de guerra ocidentais das câmeras para melhor attender às necessidades de sua propaganda da "revolução" e "liberação" da Líbia.

A força impulsionadora por trás da guerra na Líbia é o imperialismo, descrito com perspicácia por Lênin como reação ao longo de toda a linha. A guerra foi desencadeada para atender aos interesses predatórios do capital financeiro. Foi projetada para produzir o que está sendo chamado na imprensa financeira de "bonança", em benefício não apenas dos grandes conglomerados energéticos, mas também dos bancos e corporações, cuja riqueza é baseada em vastas fortunas acumuladas pela elite dominante por meio de especulação financeira, redução dos custos da força de trabalho na América e na Europa, e exploração de mão-de-obra barata em todo o mundo.

O gangsterismo internacional anda de mãos dadas com a criminalidade econômica e política em casa. A agressão no exterior é inseparável do ataque implicável conduzido contra os padrões de vida e direitos básicos de amplas massas de trabalhadores na Europa, América e virtualmente todos os países economicamente importantes do mundo. Enquanto os trabalhadores em todo lugar escutam que não há dinheiro para pagar pelos empregos, educação, saúde, previdência ou serviços sociais vitais, bilhões são gastos para bombardear e invadir a Líbia - sem que se faça perguntas.

Uma característica marcante da guerra da Líbia é a maneira como mobilizou atrás de si uma camada sócio-política composta pela ex-esquerda de classe média, pelos acadêmicos liberais e por antigos ativistas. Esse processo tem se desenvolvido no decorrer de várias décadas, foi acelerado pela desmoralização de uma seção dessa camada cujo "esquerdismo" se inclinava pesadamente para o lado da burocracia soviética stalinista, e começou a se dissipar com a auto-liquidação da burocracia. Outros se posicionaram pela intervenção imperialista nos Balcãs, na época atraídos, como hoje, pelas afirmações mentirosas de que os maiores agressores do mundo estavam em guerra pelos "direitos humanos".

Hoje, seria preciso ser cego para não enxergar a profunda reorientação que se efetiva dentro dessa camada. Existem os patifes acadêmicos como Juan Cole, o professor de história do Oriente Médio pela Universidade de Michigan que usa sua reputação de crítico da guerra do Iraque conduzida pela administração Bush para fazer propaganda da guerra contra a Líbia conduzida pela administração Obama.

Na Europa, grupos como o Novo Partido Anticapitalista (NPA) usaram a guerra para forjar laços mais estreitos com seus próprios governos e promover os interesses de suas próprias elites dominantes. Eles representam todo um estrato da classe média privilegiada, que está sendo recrutada como base política e eleitoral para apoiar o imperialismo. Sua política é, no essencial, indistinguível da de Obama e da CIA.

A guerra na Líbia não ganhou qualquer apoio popular significativo em qualquer dos países agressores. Os trabalhadores instintivamente suspeitam que essa guerra, como as que a precederam, está sendo realizada em benefício da oligarquia financeira e à custa das grandes massas.

A luta contra a guerra e o imperialismo pode ser desenvolvida somente se tiver como centro a classe trabalhadora. A luta contra a guerra e a luta contra a destruição dos empregos, padrões de vida e direitos sociais e democráticos básicos são hoje inseparáveis. O militarismo no exterior e a contra-revolução social em casa têm raízes objetivas comuns na crise insolúvel do capitalismo mundial. Só podem ser derrotados através da mobilização política e unidade internacional da classe trabalhadora na luta pelo socialismo.

(Traduzido por movimentonn.org)

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