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A fraude de empregos de Obama

Por Barry Grey
13 de setembro de 2011

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Após o discurso diante de uma sessão conjunta do Senado na quinta-feira à noite, o presidente Barack Obama lançou na sexta-feira uma campanha pública de apoio à sua "lei de empregos americanos" com um comício em Richmond, no estado de Virgínia, o primeiro de uma série de eventos do porte a serem promovidos por todo o país.

No evento em Richmond apresentou-se o lamentável espetáculo da mobilização de trabalhadores para aplaudir medidas cuja implementação significará a deterioração ainda maior de suas condições de vida.

O discurso sobre "emprego" tão bajulado de Obama ao Congresso é um exemplo da desonestidade e demagogia que permeia a política norte-americana. O presidente tentou passar uma pose populista de preocupação combativa em relação ao sofrimento dos desempregados, mesmo assegurando à sua audiência de congressistas vendidos às corporações que seu pacote consistia de medidas aprovadas por Republicanos e Democratas e verificadas pelas grandes empresas. Cada centavo do pacote, enfatizou, seria pago com enormes cortes em programas sociais.

Ele combinou uma demonstração de simpatia por aqueles que "passaram meses buscando emprego" com invocações a um Estados Unidos mítico "onde todos recebem um tratamento justo e cumprem uma parte justa" e onde todos podem "ser bem-sucedido".

"Já faz décadas que os americanos assistem ao desmoronamento dessa máxima", declarou. "Eles viram muitas vezes as cartas sendo jogada contra eles".

Isso vindo de um presidente que dirigiu o desembolsar de trilhões de dólares de dinheiro público para resgatar bancos, a destruição de empregos, salários e direitos de operários da indústria automotiva por meio de sua "Força-tarefa automotiva" e cortes agressivos nos empregos do setor público e nos serviços em níveis federal, estadual e municipal.

Em qualquer ponto da crise, dois princípios seguem uma política determinada: cada proposta deve manter-se dentro dos moldes aceitáveis a Wall Street, e a crise deve ser explorada para intensificar o ataque sobre a classe trabalhadora. Isso começou com a "reforma" feita por Obama do sistema de saúde, que teve como alvo o [sistema de saúde] Medicare e que agora estendeu-se ao seu assim chamado programa de empregos, que amplia o ataque sobre o sistema de seguridade social.

Dos US$ 447 bilhões que custam o pacote, mais de metade - US$ 240 bilhões - advirão de cortes nos impostos pagos por empregadores ao sistema de seguridade social assim como trabalhadores que irão esvaziar os recursos do programa de aposentadoria fundamental e impulsionar a demanda por cortes drásticos sobre os benefícios e a elegibilidade a eles. Empregadores economizarão US$ 65 bilhões em impostos.

Na essência Obama está pedindo que a população norte-americana penhore o que restou de seu futuro para pagar por relativamente um punhado e novos empregos. Para pagar pela assim chamada lei de empregos, Obama disse que ele irá pressionar para aumentar o planejamento de redução de déficit, estipulado pelo supercomitê congressista estabelecido em julho do ano passado, para muito mais do que o estimado US$ 1,5 trilhão, e insistiu que o Medicare e o Medicaid deveriam sofrer cortes.

As propostas de criação de empregos de Obama são insignificantes. Mesmo que sua lei fosse implementada por completo - em uma pouco provável eventualidade - ela criaria meros 2 milhões de postos de trabalho, de acordo com estimativas de economistas. Serão necessários 11,1 milhões de novos empregos para retornar ao nível anterior ao início da recessão quase quatro anos atrás.

A classe governante norte-americana e seus representantes políticos não têm nada a oferecer ao povo americano, que está sofrendo em meio à maior crise social desde a Grande Depressão. O problema todo é apresentado do ponto de vista de quais incentivos podem ser oferecidos para seduzir as grandes empresas a contratarem trabalhadores. Isso se reduz a subsídios governamentais para possibilitar que empresas empreguem trabalhadores de forma barata e os explore ainda mais.

O que permanece intocável são os grandes lucros das corporações e as fortunas de seus maiores investidores e executivos. Os bancos e corporações estão montados em um tesouro de mais de US$ 2 trilhões, acumulados com base nos resgates que o governo executou, no crédito barato do banco central americano e em uma impiedosa campanha de corte de custos.

Eles estão conduzindo uma greve de investimentos, recusando-se a contratar trabalhadores em favor de lucros maiores e mais fáceis por meio de especulação dos mercados financeiros. Eles estão chantageando o país a extrair ainda mais concessões em salários, direitos, condições de trabalho e a retirada do que resta de regulação de negócios.

O argumento de Obama e do resto da elite política de que "não há dinheiro" para financiar programas de emprego reais ou benefícios sociais é uma mentira. O dinheiro atualmente detido pelas grandes corporações e bancos é por si só suficiente para limpar os déficits conjuntos dos governos municipais, estaduais e federais, e suficiente para contratar cada trabalhador desempregado nos Estados Unidos com um salário e benefícios decentes.

Os liberais e os liberais de esquerda previsivelmente aplaudiram o discurso de Obama, apresentando sua combinação de meias-medidas e de ataques sociais como um programa de empregos sério. O New York Times chamou-o de "uma proposta ambiciosa - mais forte e abrangente do que o esperado". O colunista de economia, Paul Krugman, escreveu: "Eu me surpreendi positivamente com o pacote de empregos, que é significativamente melhor e mais ousado do que eu esperava".

A revista Nation entusiasmou-se: "O presidente Obama fez um excelente discurso - talvez o melhor de sua presidência".

A essas fileiras seguidoras de Obama juntou-se a direção dos sindicatos. O presidente da AFL-CIO, Richard Trumka, o maior sindicalista bajulador das grandes empresas, estava sentado na audiência como convidado de Obama e declarou depois seu total apoio à reeleição de Obama.

Essa união reacionária dos liberais, da mídia e dos sindicatos por trás do programa de direita de Obama deve ser explodida pela ação de massas da classe trabalhadora. Toda a história dos EUA comprova o fato de que nenhuma medida de melhoria das condições de vida da classe trabalhadora é possível por fora da luta de massas dirigida contra a classe capitalista e seu sistema político.

As reformas sociais - incluindo os programas de obras públicas, auxílio-desemprego e seguridade social - promulgados durante a última Depressão eram produtos de greves e lutas sociais contra as corporações e contra a resistência do governo Roosevelt. Essas batalhas de classe envolviam a ocupação de fábricas e a mobilização dos trabalhadores, da juventude e dos desempregados de cidades inteiras.

Os ganhos limitados daquelas lutas estão agora sendo revertidos à medida que o capitalismo americano, tendo passado por uma enorme decadência desde então, busca levar adiante uma contrarrevolução social.

É necessário construir um movimento de massas por empregos, educação, saúde, aposentadorias e direitos democráticos dos trabalhadores totalmente independente dos dois partidos dos grandes negócios e dirigido contra o governo Obama.

Os trabalhadores devem reconhecer que o sistema capitalista faliu e que a defesa de seus direitos fundamentais demanda a construção de um movimento político independente que lute pelo socialismo nos EUA e internacionalmente. A questão central na construção desse movimento é o desenvolvimento de uma nova direção revolucionária em meio à classe operária - o Partido da Igualdade Socialista.

(Traduzido por movimentonn.org)

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